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sábado, 2 de junho de 2012

História do meu cabelo


1 semana de blog e já temos 620 visualizações de páginas! E  200 exibições do vídeo com a minha técnica de pentear em 2 dias!!!!  Muito obrigada pessoal!!!Me pediram para colocar como é o antes e depois do meu cabelo.Resolvi colocar o antes e depois desde o início. Se alguém se animar,  manda email contando a sua história!




4 anos
7 anos


8 anos
9 anos
Agora vendo as fotos, eu vejo que, quando eu era pequena, vivia descabelada. Mas não me preocupava muito não porque eu cresci ouvindo minhas primas e minhas vizinhas dizendo que eu tinha o cabelo "bom". Minha mãe tem o cabelo liso, e meu pai tem cabelos crespos. Eu não sofri o que geralmente sofre as filhas de mãe de cabelo liso porque meu pai é o único homem de 8 filhos, desde cedo ele aprendeu com minhas tias que não se penteia cabelos cacheados e crespos quando está seco. Além disso ele ajudava minhas tias a fazer penteados, então quando éramos pequenas, meu pai era quem penteava nossos cabelos. Minha mãe foi aprendendo com o tempo. Lembro que nessa época havia só um creme que podia deixar no cabelo, um amarelo da tampa vermelha ( é vendido até hoje).



11 anos

 Aos 11 anos eu entrei no Colégio Militar, e comos tínhamos que ir de coque, todos os dias eu lavava o cabelo e prendia ele molhado. Hoje em dia eu consigo fazer coque no cabelo seco, mas nessa época eu não sabia. Da quinta até a oitava séria era no turno vespertino, mas o segunda grau era pela manhã. Foi quando eu comecei a entrar as 6:40 no colégio, que era a 5 minutos de carro da minha casa, mas eu acordava as 5:15 da manhã para dar tempo de tomar banho, lavar o cabelo e prender ele. Uma vez fui no dermatologista e ele me recomendou parar de prender o cabelo como eu fazia( puxava o máximo possível), pois eu estava começando a ficar careca na testa por causa da tração nos fios, não só porque eu puxava muito o cabelo, mas porque o cabelo molhado pesa muito mais.
13 anos
Eu passei a maior parte da adolescência com o cabelo preso, então não fui percebendo a transição do cabelo da infância para a adolescência. eu só percebia no fim do ano, porque ia de férias pra Bahia e via que a cada ano era mais "difícil" pentear o cabelo. encharcava o cabelo de creme, penteava ele todo para a frente e não mexia muito a cabeça para não bagunçar. A partir daí comecei a ter todos os tiques de quem tem cabelos cacheados: andava com creme de pentear para todo lugar, ocm prendedores de cabelo, não queria sentar do lado aa janela no ônibus, ficava procurando espelhos para ver se o cabelo tava alto, comprava todos os cremes milagrosos, fazia hidratação e o escambau, mas nada dava jeito.

14 anos
Foi a primeira vez que eu fui em um cabeleireiro para fazer penteado, por causa da formatura da oitava série. E eu fiquei pensando desde essa época: por que para fazer um penteado cacheado em quem já tem cabelos cacheados é preciso fazer escova e baby-liss antes? Hoje eu acho que é uma mistura de falta de treinamento por parte dos cabeleireiros e malandragem também, se pensarmos que com isso eles vendem 1 escova a mais. Acho que eles não procuram técnicas de penteados cacheados para cabelos cacheados porque é mais lucrativo continuar com esse esquema.
ps: esses penteados com franja na testa são horríveis, comecei a suar na testa e foi desmanchando a escova, claro.



18 anos
esse é meu cabelo depois que eu fiz um "só um relaxamento": no fim do terceiro ano, uma professora, que tinha o cabelo liso,  ensinou a gente a cortar o cabelo torcendo para cima no chuveiro. Tentei fazer isso e cortei a parte da frente muito curta, aprecia um poodle. Fui numa cabeleireira, que disse que eu não poderia cortar o resto do cabelo, porque senão ia dar muito volume. Me recomendou que eu fizesse "só um relaxamanto", que não era alisamento( que já leu o post sobre a progressiva sabe que é a mesma coisa), que só ia tirar o volume e que meu cabelo ia ficar igual como ele era. Nessa época eu estava entrando no cursinho pre-vestibular, não ia ter tempo para pentear o cabelo, resolvi fazer. No início não tive problemas, mas com o tempo o cabelo começou a quebrar aos montes. 
Foi nesse cursinho que o professor Alex Fabiano deu a aula sobre a estrutura química do cabelo, e aí eu descobri que o relaxamanto e o alisamento era a mesma coisa.




18 anos
19 anos

Resolvi que ia esperar meu cabelo crescer inteiro de novo. Ele ia crescendo e eu ia cortando. Só que quando já tinha crescido uns 4 dedos, era impossível usar ele solto. Eu já estava na faculdade e todo mundo me perguntava porque eu tava sempre de cabelo preso, eu explicava toda a história, mas ninguém me entendia. Depois eu comecei a prender ele em tranças, meu pai dividia o cabelo pra mim e eu trançava. No dia do trote os veteranos até me deixaram usar uma touca plastica  para que não entrasse farinha, café e etc. 



19 anos
Tive rasta por  2 meses, mais ou menos. Foram 7 pacotes de cabelo artificial e quebrou muitíssimo o meu cabelo, tanto por causa do peso, como porque eu fui para a praia, e é impossível lavar bem o cabelo sujo de areia com rasta. Aqui em Brasilia todo mundo adorou o rasta, mas quando eu cheguei na Bahia com o rasta me perguntaram: - Por que você fez essa coisa de nego na cabeça? Você tem o cabelo bom, por que você fez isso?

20 anos 
Foi quando eu tinha quase 21 anos que eu voltei a usar o cabelo solto. Na foto dá pra perceber que as pontas ainda estavam alisadas. Foi quando  eu comecei a pentear o cabelo como eu penteio hoje. Aprendi a usar o difusor e usava gel também: passava creme, passava gel e só depois passava o pente.
 Aos 21 eu já sabia o que fazer com o cabelo, mas ficava com medo de ficar com muito volume, eu ainda não tinha perccebido que dependendo do pente e da quantidade de camadas que eu fazia, eu podia controlar o volume. Durante muito tempo eu achava que era o gel que eu usava que fazia milagres, hoje eu vejo que é a técnica. Nessa época eu partia o cabelo no meio e ia fazendo camadas laterais

22 anos
Eu comecei a partir o cabelo em ziguezague em cima, e fui gostando dele com volume na raiz, aí comecei a dividir o cabelo ocmo eu faço hoje, sem partir no meio, fazendo camadas horizontais da nuca até a testa. Hoje em dia varia, tem dias que eu quero com muito volume, outros dias com pouco( na verdade é raro isso)




 23 anos

 23 anos

 24 anos 
( só parece que tá curto)
25 anos

E essas são as fotos do vídeo. A primeira é o que acontece se eu pentear meu cabelo como um cabelo liso. Tirei a foto 5 minutos depois de ter desembaraçado ele.  E a foto abaixo é o resultado final do video. Levei 20 min ao todo, entre pentear e secar e fiquei 2 dias e meio com o cabelo arrumado. Cabelos cacheados podem ser tão práticos quanto escovados, tudo vai depender da técnica que você usa para cada um deles.Por exemplo, uma escova no meu cabelo demora quase 2 horas para ficar pronta, e dura 3 dias. E ainda querem me convencer que chapinha é mais prático????
Eu descobri uma  técnica que serve para mim, qual será a sua?

 















































































































































































































































































quarta-feira, 23 de maio de 2012

Monitoria - por quê?


Bom, a ideia da monitoria surgiu porque muitas meninas me perguntavam o que eu fazia no cabelo. Eu já fiz de um tudo, já fiz chapinha, já tive rasta, já fiz relaxamento, já cortei errado e ficou horrível. Aos 18 anos, o professor de química do cursinho pré-vestibular, prof Alex Fabiano(hoje professor adjunto de química da UnB), nos explicou em  diferença entre cabelos lisos e cabelos crespos: a presença de enxofre. Quanto mais enxofre, mais crespo. O que a chapinha e o secador fazem é quebrar as pontes de enxofre por meio do calor, mas assim que a água toca no cabelo, as ligações se restabelecem. Nos explicou também como eram os alisamentos químicos. Saber isso era parte do conteúdo de química  para o vestibular, como também  conteúdo de  física das molas.

Então, juntando A + B: se o meu cabelo cacheado tem uma estrutura químico-fisica diferente de um cabelo liso, NÃO É POSSÍVEL QUE A MESMA FORMA PARA PENTEAR SIRVA PARA OS 2. Então eu tive que encontrar uma forma de pentear que respeitasse a estrutura e a beleza do meu tipo de cabelo. E para mim, é aqui que está o grande erro das empresas em geral de cosméticos para cabelos cacheados e crespos. Os produtos já são excelentes. Mas elas  não pensaram que a forma de utilização do produto faz toda a diferença.

Então, como elas não dão ênfase na técnica, começam a apresentar os produtos como fórmulas milagrosas. Apresentam na propaganda um cacho meio bagunçado, e com o simples uso do produto ele magicamente se organiza e fica definido. Prometem hidratação por X horas *, cachos 100% mais hidratados*, redução do frizz*. Mas se começamos a ler os asteriscos, em letras minúsculas está escrito: “teste realizado usando shampoo+condicionador+creme de pentear da linha tal  versus shampoo sem agentes condicionantes”. Ou seja, comparam um cabelo onde usaram toda a linha do produto com o mesmo cabelo, mas dessa vez só foi usado um shampoo.

Eu passei anos achando que o problema era o meu cabelo ou os cremes, porque trocava de cremes e nada funcionava. Até que, descobri que o problema estava na técnica. Estava na dificuldade de imaginar outra forma de pentear.

A noção de pentear que temos está ligada a todos os procedimentos para chegar ao padrão de “cabelo bonito” imposto pela mídia. Como o cabelo liso é o cabelo valorizado, todas as técnicas para esse tipo de cabelo, desde o simples passar dos pentes à utilização da  chapinha, são amplamente divulgadas e são consideradas “pentear”. Para estes cabelos, a beleza está em colocar  os fios paralelos uns aos outros. Mas nós, cacheadas e crespas, a beleza está na definição ou indefinição dos cachos,  no volume, na textura que queremos ter. Quando muito, nos ensinam técnicas que  não são compatíveis com o dia-a-dia da mulher atual. Dizem que devemos secar o cabelo com toalhas de papel (que consciência ambiental, hein!), que devemos esperar os cabelos secarem em um lugar onde não tenha vento. Mas nenhuma empresa  ensina a usar o difusor, por exemplo. Querem o que? Que a gente passe 5 horas trancada dentro de um quarto esperando o cabelo secar para sair?
  
 Será que nenhuma empresa vai começar a divulgar técnicas de pentear diferentes tipos de cabelos? Em vez de um consumo eficiente, vão continuar investindo nessa estratégia estúpida de consumo desenfreado de um produto desnecessário? Desnecessário sim, porque não cumpre o resultado final apresentado. Eu acho que  mais do que divulgar uma beleza real,próxima às consumidoras,as empresas têm que divulgar NOVOS CONCEITOS DE PENTEAR, técnicas diferentes para tipos diferentes de cabelos  e novos critérios de classificação de cabelos. Meu objetivo não é que todos tenham o cabelo igual ao meu, mas é que cada um descubra a sua forma de pentear.